Retrospectiva do casamento: NY!

É, estamos chegando ao final da nossa retrospectiva de casamento… Tudo começou neste post aqui, e falta agora só falar um pouquinho de Nova York, que não podia deixar de ter um post, né.

Tive um dia depois da recepção em São Paulo pra descansar, mas à noite já iríamos pegar o voo para NY, e imagina se euzinha, que um dia antes do civil tava cortando cabelo (e claro que nem ficou do jeito que eu queria, né), não estava à tarde na Liberdade comprando coisinhas?

Bem, a ideia de fazer a cerimônia budista em NY é que eu não poderia convidar tooodo mundo do templo em uma grande festa (como meu serviço é lá, seria chato deixar algumas pessoas de fora também) e mais do que isso, pensei que seria muito especial ter o médium com quem fui pela primeira vez à Belém – e quando conheci o noivo pela primeira vez – oficiando a bênção para nós. E esse médium cuida do templo de NY (se fosse o de Paris, nós iríamos pra lá! hahaha).

Teríamos poucos dias, e também por questões particulares daquele ano (templo em manutenção), ficou marcada a data para 08 de junho. Parecia uma época com tempo bom, mas bem naquela semana em que chegamos ficou bem friozinho por lá, até com chuva!

Logo depois de fazer check-in no hotel, nós fomos comer no McGee’s, que tem referências à série How I met your mother que o noivo tinha feito maratona e assistido de cabo a rabo. Legal ver no cardápio deles uns drinks que remetiam aos episódios e o Leno pediu “the best burger” ehe, e eu, “be awsome instead”.

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Andamos ali nas ruas mais famosas, quinta avenida, comemos banana pudding do Magnolia, passamos pelo Rockfeller Center até chegar na famosona Times Square. Era a primeira vez do noivo pela cidade, algumas paradas são obrigatórias. E eu… já sentindo a friaca, sem estar preparada, aproveitei a super loja da Uniqlo para uma blusa em promoção que ajudou muito na viagem! 39 dólares, super custo-benefício.

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No dia seguinte nós fomos ao Museu de História Natural – um passeio que super recomendo, o museu tem muita coisa e você paga o quanto quiser (nós pagamos 10 dólares cada), adoro a ideia de que não maltratam os animais e podemos ver bem de pertinho no tamanho real – tem esqueletos de dinossauros e uma baleia pendurada no teto até. Sem falar que dá pra aprender muito sobre diversas civilizações, do mundo todo. Todo país deveria ter um museu desses.

Fomos andando da estação de metrô mais próxima, e enquanto esperávamos para abrir, aproveitamos para visitar o marco de Strawberry Fields no Central Park e tirar uma fotinho na frente do Dakota, prédio em que os verdadeiros John & Yoko moraram em NYC. Claro, isso não podia faltar, afinal, somos João & Yoko, né? hehehe

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E não é que estava chovendo na saída do museu? Taí a blusa fofa e levinha da Uniqlo me ajudando. E nós almoçamos no Shake Shack, uma cadeia de burgers básicos, mas gostosos. Eles tem várias lojas pela cidade, e esta mais perto do museu tava lotada, a gente sentou num banquinho, sem mesa mesmo, ali num cantinho, pra comer.

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Nós ainda andaríamos muuuito pela cidade… com direito à parada pra fotos no Lincoln Center (onde nossa ordem budista já fez uma cerimônia muito especial), em algumas lojas pra ver coisinhas pro irmão e pra prima do noivo…. e se perder!

Teve um momento no final do dia em que nos confundimos (as ruas são numeradas em Manhattan, mas não tínhamos prestado atenção ao E / W… direção leste ou oeste) e fomos na direção errada do endereço que queríamos, chegando até o Rio Hudson, quando finalmente percebemos que não era para aquele lado!

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Fomos num restaurante jantar e tinha um pouco de espera porque estávamos sem reserva – e na época acho que era um lugar meio que recente, para comer pratos com queijo de Raclette. Talvez tenha sido o jantar mais “bonitinho” que tivemos por lá.

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Porque sabem como é, né, USA é fast food pra lá e pra cá e tínhamos que comer donuts e hot dog em NY. Em mais um dia de passeios, não faltou ir ver a famosa Estátua da Liberdade. Na viagem anterior que eu tinha feito eu tinha pegado a balsa de Staten Island, fica a dica pra quem não quiser gastar nada e atravessar o rio. Nesta, só me confirmou que é muito turista e como não tínhamos conseguido reservar, nem deu pra subir na coroa. Se você pretende fazer isso, tem que ver com muuuita antecedência.

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Na volta ainda deu pra passar por Wall Street e ver o famoso touro, até o monumento em homenagem a 11 de setembro. Mas tínhamos que correr para um dos pontos altos da nossa viagem: ver o espetáculo da Broadway de “O rei leão”! É que o noivo adora a animação da Disney, dos tempos de criança, e eu também nunca tinha pegado um espetáculo da Broadway. Até no dia anterior fomos num ponto de vendas TKTS, porque tínhamos lido que tinha descontos, só que um detalhe: não vale para os shows da Disney! Ainda bem que eles têm vários horários disponíveis e conseguimos um ingresso direto na bilheteria do teatro, pro dia seguinte, de boas.

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E foi muito lindo! Eu adorei toda a montagem, a movimentação e caracterização dos atores, a música sincronizada com tudo que vemos encenado, é perfeito.

Um outro lugar incrível foi o jantar no Ellen Stardust diner, uau, show mesmo! Vive com fila na porta, mas até que não demorou muito pra gente entrar, os lanches são generosos, eu pedi minha queridinha pink lemonade (que tava boa demais!) e enquanto vamos nos engordando, os atendentes se revezam para cantar por entre as mesas, tem até uma espécie de palco improvisado fininho por onde andam. Faz todo sentido esse lugar, a galera que ainda não conseguiu sua grande chance num dos shows da Broadway pode dar seu show ali, e quase todos eles são ma-ra-vilhosos, até o dono do lugar, um senhor de cabelos brancos, cantou Sinatra, minha gente! Se eu fosse indicar qualquer lugar para ir comer em NY, é este! Fomos bem atendidos, a comida é gostosa, é divertido, eu voltaria com certeza.

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No dia seguinte, seria o grande dia! Nós pegamos o trem da Grand Central para o templo, que fica um pouco distante de Manhattan, fica em White Plains. E não é que aquele trem específico que pegamos deu de pegar fogo (teve um incêndio em algum vagão!) e nós atrasamos um pouco? Se bem que não foi muito, porque tínhamos nos programado para chegar adiantado. E deu tudo certo, teve uma cerimônia de purificação no dia, daí troquei de roupa no banheiro do templo mesmo (minha roupa era fácil, haha) e depois foi a hora da nossa bênção dos budas.

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O templo de NY é afastado, mas é muito lindo, uma funcionária do templo muito atenciosa e animada tirou várias fotos pra gente! E foi bom rever nosso amigo médium, que até nos levou para almoçar depois ^^

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Nós ainda tínhamos o final da tarde e a noite livres, andamos mais um pouco para ver cenas inusitadas como o símbolo dos caça-fantasmas nos bombeiros, e comer cheesecake no Eileen’s.

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E pra terminar bem o dia? Fomos acompanhar o por do sol de um dos locais mais conhecidos que aparece em qualquer filme: a ponte do Brooklyn. Tava bem friozinho, voltamos de metrô e passamos num bar que tem rooftop, ou seja, dá pra ver a cidade iluminada lá de cima, o 230th com 5a Avenida. O ruim foi que pra comemorar eu pedi uma bebida chamada Raspberry Mojito, mas como ando muito fraca pra álcool, acabei passando mal… ai, ai, posso dizer hoje que já passei mal até no metrô de NY! Que tristeza pro noivo!

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Mas o dia seguinte seria o último nessa metrópole que não para, e tínhamos a manhã livre para comprar as últimas lembrancinhas – numa daquelas milhares de lojas “I love NYC”, tomar mais um Snapple (Leno adorou esse refresco!) e passear pela Highline. Pena que não deu pra explorar mais do Chelsea Market. Mas então só teríamos tempo de pegar as malas no hotel, pegar o trem e ir para o aeroporto, inclusive almoçamos no aeroporto.

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Pois é, foi bem corrido. Mas até que deu pra aproveitar bastante a cidade e teve até um agradinho dos céus, imagina se essa não foi a melhor propaganda para aparecer em uma de nossas fotinhos?

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(nosso tema cantado no almoço do casamento, não parece até que foi combinado?)

All you need is love…

All you need is love…

All you need is love, love…

Love is all you need…

E assim termina nossa aventura do casamento! (Ou será que é só o início?)

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NY – por quê?

(by Yoko)

Bem, como vocês viram no convite, optamos por fazer algo original, que combinasse com a gente – e a gente gosta de karaokê! A recepção após o casamento no civil em São Paulo será pequena e quase tudo aprontado por nós mesmos… Logo na noite do dia seguinte nós partimos para fazer a bênção religiosa pela nossa ordem budista e optamos por fazer… em Nova York!

É isso aí. A gente vai pra lá e aproveita pra passear, tirando umas “férias / lua de mel”. Mas por que NY?

Eu já estive por lá duas vezes, bem rapidinho, uma delas foi por conta própria e consegui passear um pouquinho, mas foi principalmente para um evento que teve lá e eu descrevi no meu outro blog pessoal, numa série de posts, o primeiro dos quais foi este aqui.

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Acontece que a pessoa que cuida do templo lá em NY é o mesmo cara responsável pelo primeiro encontro entre eu e o noivo. Quando ele veio para o Brasil, em 2011, eu o acompanhei até Belém do Pará, onde morava o João até então. Na época não aconteceu nada entre eu e Johnny, depois de alguns anos ele veio morar em São Paulo, demorou ainda algum tempo, até que finalmente acabamos ficando juntos. Mas o primeiro “encontro” real foi por causa desse médium de Nova York, e gostaríamos que ele oficiasse a cerimônia pra gente.

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Então Nova Iorque tem um significado especial para nós, por isso escolhemos esse destino! Nós dois já tínhamos o visto americano, então essa parte não foi difícil, reservamos a passagem e o hotel (com alguns imprevistos, mas paciência) e vamos tirar algumas fotos juntos por lá e postar por aqui no futuro. Inclusive no local do Central Park em homenagem ao John Lennon – ele e Yoko moraram em NY por algum tempo, ou seja, no final tem tudo a ver!

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