Retrospectiva do casamento: almoço em Belém e detalhes tão pequenos – gatinhos e Paris

Este post é comprido, mas valendo por dois, hehe. Com criatividade, a gente até consegue algumas coisas charmosinhas nesta vida ^^ e 2 festas!

Bem, como eu já tinha contado, o evento “casamento” nosso seria uma saga… e depois da pequena recepção em São Paulo, nós teríamos também um almoço em Belém do Pará, cidade natal do noivo.

Como estávamos casando sem querer gastar horrores, euzinha que gosto de aproveitar o máximo que dá (ecologicamente correta), pensei em já deixar alguns itens preparados para os dois locais. Por exemplo, decoração, a mesa do bolo, alguma lembrancinha. Assim, nós também poderíamos proporcionar algo semelhante para todos os convidados, fossem os de São Paulo ou os de Belém.

A minha ideia era deixar feito itens a mais para levar até Belém. E até que deu certo, vejam só, senhoras e senhores. A princípio, o noivo tinha falado que iam ver um local mais no interior para fazer um churrasco, alguma chácara, por exemplo. Mas conforme foi indo essa opção não se tornou viável, e acabamos optando por um casamento por adesão. Se você já pesquisou por aí, já deve ter ouvido falar. Os convidados pagam a própria conta.

Assim, nós já tínhamos avisado a todos que não queríamos presentes e não teríamos uma lista de presentes. Que o que nós queríamos de verdade era reunir os amigos e familiares e celebrar, compartilhar esse momento de alegria. Esse era o mais importante, realmente o melhor presente seria a presença do pessoal.

Então, em Belém, os pais do noivo já tinham se disponibilizado a cobrir o bolo e os docinhos. O noivo conhecia uma churrascaria que era boa, e pronto. Reservamos algumas mesas e quem quisesse participar desse momento com a gente não iria se importar de pagar um almoço, né?

Aliás, fiquei até pensando que foi tão tranquilo que talvez eu devesse mesmo ter feito isso em São Paulo também, num restaurante.

E então, o que foi que consegui preparar? Claaaro que teve várias visitas à 25 de março, rua famosíssima em São Paulo que ajuda muito as festanças a saírem mais em conta. Uma das primeiras coisas que testei foi um vasinho de flor para dar um charme nas mesas dos convidados. E tem tanta foto linda pela internet… eu queria pelo menos para dar um toquezinho especial.

No início eu pensei em garrafinhas. Até tinha opções na 25, mas tem uma rua ali perto da Praça da Sé, que tem várias lojas de frascos para perfumes e fragrâncias, sabe? Achei que os frasquinhos cairiam bem, juntando dois ou três na mesa. Eram bem mais baratos que comprar os de vidro, uns 60 centavos cada, mas o problema é que poderiam sair voando com o vento, caso fosse em local aberto, então eu também comprei bolinhas de gude para dar um peso neles.

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Eu já tinha visto exemplos de pessoas que deixavam uma plaquinha nos vasinhos e os convidados podiam levar pra casa. Amei a ideia! Também coloquei umas varinhas e prendi corações de cartolina rosa escrito “Me leve pra casa!”

E também tinha visto que algumas pessoas davam de lembrancinha os odorizadores de ambiente, até pensei em usar essa ideia, de colocar uma fragrância. Só que… eu comprei um monte e pensei em diluir em água, mas quando misturada, ficava com uma aparência leitosa… vixe. Ainda bem que tinha o namorado da fotógrafa e a própria pra ajudarem a colocar só água e distribuir pelas mesas as garrafinhas. Isso em São Paulo, porque em Belém, eu já tinha aprendido a lição! hehe Mas o pessoal pôde levar as florzinhas para casa, eu tenho a minha até hoje!

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As flores para as garrafinhas eu vasculhei nas lojinhas descendo a Ladeira Geral da 25 de Março, na Barão de Duprat também tem umas opções bem boas. São flores artificiais, mas nem por isso coloriram menos nossos ambientes. E eu tinha que levá-las pra Belém, né gentem! Imagino quanto seria gastar com flores frescas aqui e lá? Dependendo da qualidade do material (eu comprei flores variadas) saía mais caro ou barato, mas um ramo de 10 reais, por exemplo, eu cortava as flores e dava pra umas 3 garrafinhas, combinando as flores. Nas mesinhas em São Paulo eu também coloquei umas toalhas de plástico redondinhas que simulam rendas, um pacote com 100 era uns 20 reais.

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Já pra mesa do bolo… essa tinha que ser especial, né? Eu sabia que o de São Paulo seria um bolo de chocolate, então até me atrevi a colocar umas flores de cores mais fortes. O sakura, que representa minha ancestralidade japa, e uma garrafinha do sakê espumante que iríamos servir na hora do brinde. Eu precisava de duas bandejinhas pra colocar os docinhos – foram de plástico transparente, 35 reais cada. A do bolo também combinava, 35 também.

E eu tinha comprado um fio de pérolas lilás que dava pra espalhar com um toque a mais. Do lado do bolo eu queria flores mais altas, sabe o que usei? O mesmo fio de pérolas coladas com cola quente em garrafas de suco de uva!

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Além disso, nós tínhamos um tema especial: nossos gatinhos! Sabíamos que o desenho dos noivinhos incluíam os gatinhos, então pensei: que tal de um lado a minha gatinha branca, e do outro o gatinho escurinho do Leno? As plaquinhas onde dava para escrever de giz “o gatinho do noivo” e “a gatinha da noiva”, com fotos dos gatos coladas por durex de estampa fofinha saíram 7 reais cada.

Ah é. Pensando nos gatinhos, e que também temos a ver com Paris, lembramos da animação Aristogatas, que são gatinhos fazendo música em Paris! Tudo a ver!!! A Marie seria minha filhinha gatinha, o Berlioz seria o Rengar do Leno, e ainda poderíamos brincar: “Quando será que virá o Toulouse?”

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Ficou bonitinha a mesa, né?

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Revendo, talvez eu tiraria o sakura (galhos de flores de cerejeiras). Eu sei que tinha um tema na minha cabeça, mas foi o mais caro (24 reais o galho) e depois tivemos que tirar mesmo, para o momento das fotos com os familiares. Fora que destoou um pouco, foi um pouco demais na mesa.

Para combinar as cores, as forminhas dos docinhos eu também comprei na 25 de março (mesmo para os docinhos feito pela minha amiga), mas em Belém já vieram do jeitinho deles. Ai, mas na 25 tem cada forminha linda… gente, foi difícil, hahaha.

Outro detalhe que tinha na mesa eram os bem casados. Claro, casamento tem que ter bem casado, né? Só que a gente andou vendo uns preços de locais especializados e não nos agradou muito… Provamos um tipo meio diferente (que não era um “bolinho”, era mais durinho a massa) num evento do templo, e gostamos da ideia. No bairro da Liberdade, em São Paulo, hoje tem várias lojinhas que vende. E para embrulhar, pensei em uma caixinha em formato de coração vermelho, de plástico, que eu tinha visto na Camicado, da 25. Só que… Chegando em casa com duas sacolonas de coraçõezinhos… fomos experimentar e o bem casado não coube!! Ai, ai, ai. Ainda bem que só tínhamos aberto um pra testar e a Camicado trocou o produto de boas. Pra não perder a grana, eu escolhi uma outra caixinha de plástico transparente, e pensei em prender com um lacinho, que ficaria uma apresentação bonitinha.

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E eu levei os bem casados até Belém? Sim, sim senhores! hahaha Tudo bem, como ia ter alguns dias entre o almoço de São Paulo e o de Belém, eu deixei só compradas as caixinhas e próximo da partida para Belém é que comprei os bem casados que distribuiríamos por lá. Mas são os mesmos bem casados 😉 E nós lavamos as caixinhas, tá, uma por uma!

Esta foi a mesa do bolo em Belém do Pará. O bolo foi de uma confeitaria famosa por lá, Amorosa. Eles tinham muitas opções, escolhemos o recheio com cupuaçu, porque é típico da região.

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Esses docinhos foram encomendados pela mãe do noivo também… os verdinhos eram de uvinhas! Os melhores hmmm e ainda deram cor pra mesa

E já que estamos falando dos detalhes, outra coisa que eu quis incluir foi um modo simples de o pessoal conhecer um pouquinho da nossa história, de João Leno e Deni Yoko… como a gente se conheceu, e ficou junto?

Eu tinha visto na internet uns varaizinhos muito lindos em que o pessoal coloca frases bacanas ou até para os convidados deixarem seus recados pendurados. Bem que quis fazer isso, mas pela logística dos locais não daria. Então, fiz uma espécie de varalzinho com notas da nossa história e algumas fotos.

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prendedores de coração!

Do lado, coloquei um caderninho dos Beatles colorido, para quem quisesse deixar um recado. E junto uma latinha com canetinhas coloridas. Essa latinha tinha formato da Torre Eiffel, eu tinha ganhado essa latinha que tinha chocolates dentro, de uma prima que tinha ido visitar Paris e trazido de souvenir pra gente… Combinou tanto! E o quadro do varalzinho na verdade eu encontrei por acaso na Lojas Mel (40 reais dois quadros), já vinha com o tema de Paris e a cordinha pra um varal de fotos, pois era uma espécie de porta-retrato para pendurar na parede. Muito bom, não?

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Como vocês viram, nós combinamos muitos temas! Beatles – e John & Yoko se casaram e foram para Paris mesmo, sabiam? Paris, gatinhos… Pensando numa lembrancinha para oferecer aos nossos queridos convidados, como não misturar tudo? O que mais queríamos era lhes desejar prosperidade, e o símbolo japonês para saúde e essas coisas boas… é o tsuru. Um pássaro… Eu tinha visto que alguns casamentos tinham incluído o tsuru, na decoração, até no topo de bolo, e também como uma lembrancinha.

Mas, óbvio que o nosso tinha que ser personalizado, não? Lá vai mais trabalho manual dos noivos… Fizemos um penduricalho, a ideia era de um gatinho querendo pegar o passarinho. Eheheh. Eu já tinha umas miçangas de quando eu quis fazer colares, tinha o fio de nylon, desenhei e cortamos gatinhos de cartolina, prendemos… foi um trabalhão, hein. Muita Netflix enquanto dava nós, colocava miçanga, prendia o gatinho. Mas achei que ficaram muito lindinhos, delicados. De um lado nossa marquinha e a data, do outro a inscrição “Obrigado por compartilharem este momento”.

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Claro, essa foto é um teste de quando tínhamos acabado de fazer o primeiro. Os convidados receberam dentro de um saquinho com estampas pequenas de coração e amarrados por fita verde e azul que combinavam com as miçangas 😉

 

Ou seja, os convidados puderam levar docinhos, bem casados, florzinhas, tsurus… não é muito bom? (os funcionários da churrascaria em Belém até ganharam bastante bolo!)

Eu reaproveitei vários itens, por exemplo: a fitinha de renda pra prender no bocal das garrafinhas, que também ajudou de varal no quadro da história de nós dois. O fio de pérolas que foi na mesa do bolo também amarrou as orquídeas do buquê da noiva. E todas as coisinhas fofas que o noivo e a noiva fizeram, foram aproveitadas tanto para o almoço em São Paulo quanto o de Belém! ihihi

Só que… em São Paulo, diferente de Belém, o pessoal não pagou pela comida. Então, após nossa “performance” (no karaokê, All you need is love, lembram?), nós passamos o chapéu! hahahaa Claro, ninguém era obrigado a contribuir, mas é tradição de casamento ter a gravata do noivo, certo? Só que o noivo em questão usava gravata borboleta, não tinha muito o que cortar, rs. Por que não passarmos o chapéu entre os convidados, como aqueles artistas de rua? O chapéu da Yoko era bem grande!

 

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Bem, por tradição, nas famílias japonesas o pessoal costuma oferecer um valor em dinheiro para ajudar o casal em envelopes. Aceitei alguns de bom grado, incluindo no chapéu. Teve gente que acabou dando mais do que esperávamos (bem mais!), porque como pedimos ajuda para várias coisas (como o bolo, os docinhos, pra limpar tudo no final…), não queríamos cobrar dessas pessoas também, né. Só que quem contribuía no chapéu ganhava um adesivo engraçadinho, sabe? Daqueles “paguei pela lua de mel”, na 25, de novo, dá pra achar várias cartelas dessas. Foi uma brincadeira até bem engraçada.

E só pra constar, mais da metade do que “arrecadamos” foi para meus pais, para ajudar em todas as despesas que tiveram.

Pois é, uma coisa posso dizer a vocês. Foi muito trabalho e precisamos quebrar a cabeça às vezes, mas valeu muito a pena. Foi tudo feito com muito carinho e nos divertimos até pensando nos pequenos detalhes. Sempre vou ter lembranças felizes do meu casamento, com muitos sorrisos e amor pra todo mundo.

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