Retrospectiva do casamento: NY!

É, estamos chegando ao final da nossa retrospectiva de casamento… Tudo começou neste post aqui, e falta agora só falar um pouquinho de Nova York, que não podia deixar de ter um post, né.

Tive um dia depois da recepção em São Paulo pra descansar, mas à noite já iríamos pegar o voo para NY, e imagina se euzinha, que um dia antes do civil tava cortando cabelo (e claro que nem ficou do jeito que eu queria, né), não estava à tarde na Liberdade comprando coisinhas?

Bem, a ideia de fazer a cerimônia budista em NY é que eu não poderia convidar tooodo mundo do templo em uma grande festa (como meu serviço é lá, seria chato deixar algumas pessoas de fora também) e mais do que isso, pensei que seria muito especial ter o médium com quem fui pela primeira vez à Belém – e quando conheci o noivo pela primeira vez – oficiando a bênção para nós. E esse médium cuida do templo de NY (se fosse o de Paris, nós iríamos pra lá! hahaha).

Teríamos poucos dias, e também por questões particulares daquele ano (templo em manutenção), ficou marcada a data para 08 de junho. Parecia uma época com tempo bom, mas bem naquela semana em que chegamos ficou bem friozinho por lá, até com chuva!

Logo depois de fazer check-in no hotel, nós fomos comer no McGee’s, que tem referências à série How I met your mother que o noivo tinha feito maratona e assistido de cabo a rabo. Legal ver no cardápio deles uns drinks que remetiam aos episódios e o Leno pediu “the best burger” ehe, e eu, “be awsome instead”.

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Andamos ali nas ruas mais famosas, quinta avenida, comemos banana pudding do Magnolia, passamos pelo Rockfeller Center até chegar na famosona Times Square. Era a primeira vez do noivo pela cidade, algumas paradas são obrigatórias. E eu… já sentindo a friaca, sem estar preparada, aproveitei a super loja da Uniqlo para uma blusa em promoção que ajudou muito na viagem! 39 dólares, super custo-benefício.

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No dia seguinte nós fomos ao Museu de História Natural – um passeio que super recomendo, o museu tem muita coisa e você paga o quanto quiser (nós pagamos 10 dólares cada), adoro a ideia de que não maltratam os animais e podemos ver bem de pertinho no tamanho real – tem esqueletos de dinossauros e uma baleia pendurada no teto até. Sem falar que dá pra aprender muito sobre diversas civilizações, do mundo todo. Todo país deveria ter um museu desses.

Fomos andando da estação de metrô mais próxima, e enquanto esperávamos para abrir, aproveitamos para visitar o marco de Strawberry Fields no Central Park e tirar uma fotinho na frente do Dakota, prédio em que os verdadeiros John & Yoko moraram em NYC. Claro, isso não podia faltar, afinal, somos João & Yoko, né? hehehe

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E não é que estava chovendo na saída do museu? Taí a blusa fofa e levinha da Uniqlo me ajudando. E nós almoçamos no Shake Shack, uma cadeia de burgers básicos, mas gostosos. Eles tem várias lojas pela cidade, e esta mais perto do museu tava lotada, a gente sentou num banquinho, sem mesa mesmo, ali num cantinho, pra comer.

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Nós ainda andaríamos muuuito pela cidade… com direito à parada pra fotos no Lincoln Center (onde nossa ordem budista já fez uma cerimônia muito especial), em algumas lojas pra ver coisinhas pro irmão e pra prima do noivo…. e se perder!

Teve um momento no final do dia em que nos confundimos (as ruas são numeradas em Manhattan, mas não tínhamos prestado atenção ao E / W… direção leste ou oeste) e fomos na direção errada do endereço que queríamos, chegando até o Rio Hudson, quando finalmente percebemos que não era para aquele lado!

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Fomos num restaurante jantar e tinha um pouco de espera porque estávamos sem reserva – e na época acho que era um lugar meio que recente, para comer pratos com queijo de Raclette. Talvez tenha sido o jantar mais “bonitinho” que tivemos por lá.

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Porque sabem como é, né, USA é fast food pra lá e pra cá e tínhamos que comer donuts e hot dog em NY. Em mais um dia de passeios, não faltou ir ver a famosa Estátua da Liberdade. Na viagem anterior que eu tinha feito eu tinha pegado a balsa de Staten Island, fica a dica pra quem não quiser gastar nada e atravessar o rio. Nesta, só me confirmou que é muito turista e como não tínhamos conseguido reservar, nem deu pra subir na coroa. Se você pretende fazer isso, tem que ver com muuuita antecedência.

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Na volta ainda deu pra passar por Wall Street e ver o famoso touro, até o monumento em homenagem a 11 de setembro. Mas tínhamos que correr para um dos pontos altos da nossa viagem: ver o espetáculo da Broadway de “O rei leão”! É que o noivo adora a animação da Disney, dos tempos de criança, e eu também nunca tinha pegado um espetáculo da Broadway. Até no dia anterior fomos num ponto de vendas TKTS, porque tínhamos lido que tinha descontos, só que um detalhe: não vale para os shows da Disney! Ainda bem que eles têm vários horários disponíveis e conseguimos um ingresso direto na bilheteria do teatro, pro dia seguinte, de boas.

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E foi muito lindo! Eu adorei toda a montagem, a movimentação e caracterização dos atores, a música sincronizada com tudo que vemos encenado, é perfeito.

Um outro lugar incrível foi o jantar no Ellen Stardust diner, uau, show mesmo! Vive com fila na porta, mas até que não demorou muito pra gente entrar, os lanches são generosos, eu pedi minha queridinha pink lemonade (que tava boa demais!) e enquanto vamos nos engordando, os atendentes se revezam para cantar por entre as mesas, tem até uma espécie de palco improvisado fininho por onde andam. Faz todo sentido esse lugar, a galera que ainda não conseguiu sua grande chance num dos shows da Broadway pode dar seu show ali, e quase todos eles são ma-ra-vilhosos, até o dono do lugar, um senhor de cabelos brancos, cantou Sinatra, minha gente! Se eu fosse indicar qualquer lugar para ir comer em NY, é este! Fomos bem atendidos, a comida é gostosa, é divertido, eu voltaria com certeza.

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No dia seguinte, seria o grande dia! Nós pegamos o trem da Grand Central para o templo, que fica um pouco distante de Manhattan, fica em White Plains. E não é que aquele trem específico que pegamos deu de pegar fogo (teve um incêndio em algum vagão!) e nós atrasamos um pouco? Se bem que não foi muito, porque tínhamos nos programado para chegar adiantado. E deu tudo certo, teve uma cerimônia de purificação no dia, daí troquei de roupa no banheiro do templo mesmo (minha roupa era fácil, haha) e depois foi a hora da nossa bênção dos budas.

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O templo de NY é afastado, mas é muito lindo, uma funcionária do templo muito atenciosa e animada tirou várias fotos pra gente! E foi bom rever nosso amigo médium, que até nos levou para almoçar depois ^^

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Nós ainda tínhamos o final da tarde e a noite livres, andamos mais um pouco para ver cenas inusitadas como o símbolo dos caça-fantasmas nos bombeiros, e comer cheesecake no Eileen’s.

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E pra terminar bem o dia? Fomos acompanhar o por do sol de um dos locais mais conhecidos que aparece em qualquer filme: a ponte do Brooklyn. Tava bem friozinho, voltamos de metrô e passamos num bar que tem rooftop, ou seja, dá pra ver a cidade iluminada lá de cima, o 230th com 5a Avenida. O ruim foi que pra comemorar eu pedi uma bebida chamada Raspberry Mojito, mas como ando muito fraca pra álcool, acabei passando mal… ai, ai, posso dizer hoje que já passei mal até no metrô de NY! Que tristeza pro noivo!

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Mas o dia seguinte seria o último nessa metrópole que não para, e tínhamos a manhã livre para comprar as últimas lembrancinhas – numa daquelas milhares de lojas “I love NYC”, tomar mais um Snapple (Leno adorou esse refresco!) e passear pela Highline. Pena que não deu pra explorar mais do Chelsea Market. Mas então só teríamos tempo de pegar as malas no hotel, pegar o trem e ir para o aeroporto, inclusive almoçamos no aeroporto.

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Pois é, foi bem corrido. Mas até que deu pra aproveitar bastante a cidade e teve até um agradinho dos céus, imagina se essa não foi a melhor propaganda para aparecer em uma de nossas fotinhos?

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(nosso tema cantado no almoço do casamento, não parece até que foi combinado?)

All you need is love…

All you need is love…

All you need is love, love…

Love is all you need…

E assim termina nossa aventura do casamento! (Ou será que é só o início?)

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Retrospectiva do casamento: almoço em Belém e detalhes tão pequenos – gatinhos e Paris

Este post é comprido, mas valendo por dois, hehe. Com criatividade, a gente até consegue algumas coisas charmosinhas nesta vida ^^ e 2 festas!

Bem, como eu já tinha contado, o evento “casamento” nosso seria uma saga… e depois da pequena recepção em São Paulo, nós teríamos também um almoço em Belém do Pará, cidade natal do noivo.

Como estávamos casando sem querer gastar horrores, euzinha que gosto de aproveitar o máximo que dá (ecologicamente correta), pensei em já deixar alguns itens preparados para os dois locais. Por exemplo, decoração, a mesa do bolo, alguma lembrancinha. Assim, nós também poderíamos proporcionar algo semelhante para todos os convidados, fossem os de São Paulo ou os de Belém.

A minha ideia era deixar feito itens a mais para levar até Belém. E até que deu certo, vejam só, senhoras e senhores. A princípio, o noivo tinha falado que iam ver um local mais no interior para fazer um churrasco, alguma chácara, por exemplo. Mas conforme foi indo essa opção não se tornou viável, e acabamos optando por um casamento por adesão. Se você já pesquisou por aí, já deve ter ouvido falar. Os convidados pagam a própria conta.

Assim, nós já tínhamos avisado a todos que não queríamos presentes e não teríamos uma lista de presentes. Que o que nós queríamos de verdade era reunir os amigos e familiares e celebrar, compartilhar esse momento de alegria. Esse era o mais importante, realmente o melhor presente seria a presença do pessoal.

Então, em Belém, os pais do noivo já tinham se disponibilizado a cobrir o bolo e os docinhos. O noivo conhecia uma churrascaria que era boa, e pronto. Reservamos algumas mesas e quem quisesse participar desse momento com a gente não iria se importar de pagar um almoço, né?

Aliás, fiquei até pensando que foi tão tranquilo que talvez eu devesse mesmo ter feito isso em São Paulo também, num restaurante.

E então, o que foi que consegui preparar? Claaaro que teve várias visitas à 25 de março, rua famosíssima em São Paulo que ajuda muito as festanças a saírem mais em conta. Uma das primeiras coisas que testei foi um vasinho de flor para dar um charme nas mesas dos convidados. E tem tanta foto linda pela internet… eu queria pelo menos para dar um toquezinho especial.

No início eu pensei em garrafinhas. Até tinha opções na 25, mas tem uma rua ali perto da Praça da Sé, que tem várias lojas de frascos para perfumes e fragrâncias, sabe? Achei que os frasquinhos cairiam bem, juntando dois ou três na mesa. Eram bem mais baratos que comprar os de vidro, uns 60 centavos cada, mas o problema é que poderiam sair voando com o vento, caso fosse em local aberto, então eu também comprei bolinhas de gude para dar um peso neles.

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Eu já tinha visto exemplos de pessoas que deixavam uma plaquinha nos vasinhos e os convidados podiam levar pra casa. Amei a ideia! Também coloquei umas varinhas e prendi corações de cartolina rosa escrito “Me leve pra casa!”

E também tinha visto que algumas pessoas davam de lembrancinha os odorizadores de ambiente, até pensei em usar essa ideia, de colocar uma fragrância. Só que… eu comprei um monte e pensei em diluir em água, mas quando misturada, ficava com uma aparência leitosa… vixe. Ainda bem que tinha o namorado da fotógrafa e a própria pra ajudarem a colocar só água e distribuir pelas mesas as garrafinhas. Isso em São Paulo, porque em Belém, eu já tinha aprendido a lição! hehe Mas o pessoal pôde levar as florzinhas para casa, eu tenho a minha até hoje!

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As flores para as garrafinhas eu vasculhei nas lojinhas descendo a Ladeira Geral da 25 de Março, na Barão de Duprat também tem umas opções bem boas. São flores artificiais, mas nem por isso coloriram menos nossos ambientes. E eu tinha que levá-las pra Belém, né gentem! Imagino quanto seria gastar com flores frescas aqui e lá? Dependendo da qualidade do material (eu comprei flores variadas) saía mais caro ou barato, mas um ramo de 10 reais, por exemplo, eu cortava as flores e dava pra umas 3 garrafinhas, combinando as flores. Nas mesinhas em São Paulo eu também coloquei umas toalhas de plástico redondinhas que simulam rendas, um pacote com 100 era uns 20 reais.

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Já pra mesa do bolo… essa tinha que ser especial, né? Eu sabia que o de São Paulo seria um bolo de chocolate, então até me atrevi a colocar umas flores de cores mais fortes. O sakura, que representa minha ancestralidade japa, e uma garrafinha do sakê espumante que iríamos servir na hora do brinde. Eu precisava de duas bandejinhas pra colocar os docinhos – foram de plástico transparente, 35 reais cada. A do bolo também combinava, 35 também.

E eu tinha comprado um fio de pérolas lilás que dava pra espalhar com um toque a mais. Do lado do bolo eu queria flores mais altas, sabe o que usei? O mesmo fio de pérolas coladas com cola quente em garrafas de suco de uva!

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Além disso, nós tínhamos um tema especial: nossos gatinhos! Sabíamos que o desenho dos noivinhos incluíam os gatinhos, então pensei: que tal de um lado a minha gatinha branca, e do outro o gatinho escurinho do Leno? As plaquinhas onde dava para escrever de giz “o gatinho do noivo” e “a gatinha da noiva”, com fotos dos gatos coladas por durex de estampa fofinha saíram 7 reais cada.

Ah é. Pensando nos gatinhos, e que também temos a ver com Paris, lembramos da animação Aristogatas, que são gatinhos fazendo música em Paris! Tudo a ver!!! A Marie seria minha filhinha gatinha, o Berlioz seria o Rengar do Leno, e ainda poderíamos brincar: “Quando será que virá o Toulouse?”

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Ficou bonitinha a mesa, né?

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Revendo, talvez eu tiraria o sakura (galhos de flores de cerejeiras). Eu sei que tinha um tema na minha cabeça, mas foi o mais caro (24 reais o galho) e depois tivemos que tirar mesmo, para o momento das fotos com os familiares. Fora que destoou um pouco, foi um pouco demais na mesa.

Para combinar as cores, as forminhas dos docinhos eu também comprei na 25 de março (mesmo para os docinhos feito pela minha amiga), mas em Belém já vieram do jeitinho deles. Ai, mas na 25 tem cada forminha linda… gente, foi difícil, hahaha.

Outro detalhe que tinha na mesa eram os bem casados. Claro, casamento tem que ter bem casado, né? Só que a gente andou vendo uns preços de locais especializados e não nos agradou muito… Provamos um tipo meio diferente (que não era um “bolinho”, era mais durinho a massa) num evento do templo, e gostamos da ideia. No bairro da Liberdade, em São Paulo, hoje tem várias lojinhas que vende. E para embrulhar, pensei em uma caixinha em formato de coração vermelho, de plástico, que eu tinha visto na Camicado, da 25. Só que… Chegando em casa com duas sacolonas de coraçõezinhos… fomos experimentar e o bem casado não coube!! Ai, ai, ai. Ainda bem que só tínhamos aberto um pra testar e a Camicado trocou o produto de boas. Pra não perder a grana, eu escolhi uma outra caixinha de plástico transparente, e pensei em prender com um lacinho, que ficaria uma apresentação bonitinha.

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E eu levei os bem casados até Belém? Sim, sim senhores! hahaha Tudo bem, como ia ter alguns dias entre o almoço de São Paulo e o de Belém, eu deixei só compradas as caixinhas e próximo da partida para Belém é que comprei os bem casados que distribuiríamos por lá. Mas são os mesmos bem casados 😉 E nós lavamos as caixinhas, tá, uma por uma!

Esta foi a mesa do bolo em Belém do Pará. O bolo foi de uma confeitaria famosa por lá, Amorosa. Eles tinham muitas opções, escolhemos o recheio com cupuaçu, porque é típico da região.

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Esses docinhos foram encomendados pela mãe do noivo também… os verdinhos eram de uvinhas! Os melhores hmmm e ainda deram cor pra mesa

E já que estamos falando dos detalhes, outra coisa que eu quis incluir foi um modo simples de o pessoal conhecer um pouquinho da nossa história, de João Leno e Deni Yoko… como a gente se conheceu, e ficou junto?

Eu tinha visto na internet uns varaizinhos muito lindos em que o pessoal coloca frases bacanas ou até para os convidados deixarem seus recados pendurados. Bem que quis fazer isso, mas pela logística dos locais não daria. Então, fiz uma espécie de varalzinho com notas da nossa história e algumas fotos.

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prendedores de coração!

Do lado, coloquei um caderninho dos Beatles colorido, para quem quisesse deixar um recado. E junto uma latinha com canetinhas coloridas. Essa latinha tinha formato da Torre Eiffel, eu tinha ganhado essa latinha que tinha chocolates dentro, de uma prima que tinha ido visitar Paris e trazido de souvenir pra gente… Combinou tanto! E o quadro do varalzinho na verdade eu encontrei por acaso na Lojas Mel (40 reais dois quadros), já vinha com o tema de Paris e a cordinha pra um varal de fotos, pois era uma espécie de porta-retrato para pendurar na parede. Muito bom, não?

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Como vocês viram, nós combinamos muitos temas! Beatles – e John & Yoko se casaram e foram para Paris mesmo, sabiam? Paris, gatinhos… Pensando numa lembrancinha para oferecer aos nossos queridos convidados, como não misturar tudo? O que mais queríamos era lhes desejar prosperidade, e o símbolo japonês para saúde e essas coisas boas… é o tsuru. Um pássaro… Eu tinha visto que alguns casamentos tinham incluído o tsuru, na decoração, até no topo de bolo, e também como uma lembrancinha.

Mas, óbvio que o nosso tinha que ser personalizado, não? Lá vai mais trabalho manual dos noivos… Fizemos um penduricalho, a ideia era de um gatinho querendo pegar o passarinho. Eheheh. Eu já tinha umas miçangas de quando eu quis fazer colares, tinha o fio de nylon, desenhei e cortamos gatinhos de cartolina, prendemos… foi um trabalhão, hein. Muita Netflix enquanto dava nós, colocava miçanga, prendia o gatinho. Mas achei que ficaram muito lindinhos, delicados. De um lado nossa marquinha e a data, do outro a inscrição “Obrigado por compartilharem este momento”.

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Claro, essa foto é um teste de quando tínhamos acabado de fazer o primeiro. Os convidados receberam dentro de um saquinho com estampas pequenas de coração e amarrados por fita verde e azul que combinavam com as miçangas 😉

 

Ou seja, os convidados puderam levar docinhos, bem casados, florzinhas, tsurus… não é muito bom? (os funcionários da churrascaria em Belém até ganharam bastante bolo!)

Eu reaproveitei vários itens, por exemplo: a fitinha de renda pra prender no bocal das garrafinhas, que também ajudou de varal no quadro da história de nós dois. O fio de pérolas que foi na mesa do bolo também amarrou as orquídeas do buquê da noiva. E todas as coisinhas fofas que o noivo e a noiva fizeram, foram aproveitadas tanto para o almoço em São Paulo quanto o de Belém! ihihi

Só que… em São Paulo, diferente de Belém, o pessoal não pagou pela comida. Então, após nossa “performance” (no karaokê, All you need is love, lembram?), nós passamos o chapéu! hahahaa Claro, ninguém era obrigado a contribuir, mas é tradição de casamento ter a gravata do noivo, certo? Só que o noivo em questão usava gravata borboleta, não tinha muito o que cortar, rs. Por que não passarmos o chapéu entre os convidados, como aqueles artistas de rua? O chapéu da Yoko era bem grande!

 

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Bem, por tradição, nas famílias japonesas o pessoal costuma oferecer um valor em dinheiro para ajudar o casal em envelopes. Aceitei alguns de bom grado, incluindo no chapéu. Teve gente que acabou dando mais do que esperávamos (bem mais!), porque como pedimos ajuda para várias coisas (como o bolo, os docinhos, pra limpar tudo no final…), não queríamos cobrar dessas pessoas também, né. Só que quem contribuía no chapéu ganhava um adesivo engraçadinho, sabe? Daqueles “paguei pela lua de mel”, na 25, de novo, dá pra achar várias cartelas dessas. Foi uma brincadeira até bem engraçada.

E só pra constar, mais da metade do que “arrecadamos” foi para meus pais, para ajudar em todas as despesas que tiveram.

Pois é, uma coisa posso dizer a vocês. Foi muito trabalho e precisamos quebrar a cabeça às vezes, mas valeu muito a pena. Foi tudo feito com muito carinho e nos divertimos até pensando nos pequenos detalhes. Sempre vou ter lembranças felizes do meu casamento, com muitos sorrisos e amor pra todo mundo.

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Retrospectiva do casamento: o drama do vestido de noiva! Dá pra confiar num vestido da China?

(by Yoko)

Um casamento que muita gente comentou ano passado foi da Marina Ruy Barbosa, casamento dos sonhos e tal. Coincidentemente, na maratona de casamento que fiz ano passado eu também teria uma cerimônia budista, e outras, e precisaria de diversos “looks” de noiva. Mas, diferente da Marina, xenti, eu não sou rhycaaa

Pois é, vocês viram no post do bolo o desenho da noivinha, e na medida do possível meu look seria daquele jeito, com uma florzinha na cabeça e um vestido longo, mas simples. E como seria no início de junho, imaginei que seria meio friozinho, então acrescentei a estola.

Como já disse antes por aqui, eu nunca tive um super sonho de casar de branco entrando na igreja, mas entendo que existe um certo “look” para noiva. Eu frisei várias vezes para minha mãe que queria algo simples, pois nosso casamento seria assim, simples, só registro civil e almoço depois. Quer dizer, daí teria a benção budista e depois a benção católica, e almoço em Belém do Pará. Mas todas essas ocasiões não pediam nada de pomposo.

Claro que, sendo mãe, ela queria que eu usasse um vestidão, né… me levou em Feira das Noivas, fomos juntas olhar as várias vitrines da Rua das Noivas em São Paulo, e mesmo para alugar ia acabar saindo uns 3 mil ou mais (pode sair bem mais!). Minha mãe tinha dito que ia pagar o vestido, e a gente começou a se empolgar com a ideia de um vestido da China.

É, você, noivinha econômica como eu, já deve ter pesquisado por aí e se deparou com essa possibilidade. Tem vários casos de pessoas e elas testemunham com comentários nos próprios sites (os que eu mais visitava era o “Light in the box” e o “JJ’s house”). Sim, tem alguns vestidos lindos, você pode colocar todas as suas medidas lá para eles fazerem um específico para você e sai bem mais barato do que ir em qualquer loja… Mâs… sempre temos o “mâs”.

Eu já tinha comprado um vestidinho no final do ano anterior, porque já imaginava que logo logo iríamos casar mesmo, eu tinha adorado assim que bati os olhos e era todo rendadinho, delicado, na minha cabeça serviria perfeitamente e combinava comigo. Só que não era longo e com aquela “cara” de noiva. Mas, para mim, só de eu me vestir toda de branco e colocar um detalhe no cabelo com véuzinho, já era noiva… OK. Conversamos, e decidi usar esse no registro civil. Depois, na recepção e em Belém eu usaria o da China.

Só que… o vestido da China não chegou. Pois é. Mesmo eles calculando o tempo de confecção, envio e tudo pelo site, e mesmo eu achando que tinha um tempo de sobra ainda após todos esses cálculos… 2 meses não foram suficientes para o vestido chegar. Quer dizer, eu até rastreei e vi que ele veio para o Brasil, mas pelo que entendi parou na imigração e foi enviado de volta para a China…

Triste, não é? Pois bem, um dia antes da data, lá estava eu no Bom Retiro, em São Paulo, rua que tem vários vestidos de festa a preços mais em conta. Encontrei um vestido branco que serviu e era um modelo até quase parecido com o que eu tinha pensado. Como sou baixinha, tive que fazer a barra, mas a moça da loja me recomendou um lugar, e dali duas horas meu vestido estaria pronto. Na mesma loja comprei a estola. 279 reais o vestido e a estola, mais uns vinténs para a barra. Sim, noivas econômicas, dá pra casar com um vestido de menos de 500 reais, comprovei isso! E não precisa vir da China.

E no mesmo dia eu também passei de novo na Rua das Noivas só pra comprar a flor com véuzinho para o cabelo (fascinator, pelo site iria sair uns 30 reais, na Rua das Noivas, 150, mas pelo menos tá na mão, né…). Aliás, na Rua das Noivas existe de tudo, tudo mesmo, para uma noiva, sapatos específicos, itens para a festa, para as madrinhas, para o noivo… porém, eu não diria que é o lugar mais econômico…

Mas e daí, como ficou? Ficou que eu usei o vestido que eu tinha comprado meses antes até de confirmarmos que íamos casar! Hahaha!

Primeiro, no registro civil, de manhãzinha que estava mais frio, usei com a estola.

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Depois fui para o nosso apartamento me trocar, porque iríamos então para o salão do almoço e tínhamos que levar várias coisas.

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(as pérolas são da minha mãe)

No almoço, estávamos de John & Yoko e fizemos uma “performance”, demos nossos agradecimentos. Mas antes, fomos cumprimentando o pessoal, que pôde tirar foto com a gente também, como John & Yoko.

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Daí troquei de roupa de novo. Como era o salão do prédio da minha tia, até isso foi bom! Deu para eu subir no apartamento dela e me trocar 🙂 E fizemos uma nova entrada no salão, agora bonitinhos de Deni & Leno, para brindarmos, cortarmos o bolo, tirarmos fotos com os parentes…

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(E nessa entrada pedi para duas amigas soltarem bolhas de sabão! Foi muito fofo! É aqueles vidrinhos de bolhas para crianças mesmo, sabe? 2 reais na 25 de Março?)

Sim, depois iríamos para Nova York, para a bênção budista. E eu usei o mesmo vestido no templo de lá! ehe

Depois que voltamos para o Brasil, fizemos a bênção católica em Belém do Pará e um almoço, daí eu usei finalmente o vestido do Bom Retiro, que acho que combinava mais com o clima do lugar (NY também não tava calor!).

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Vai dizer que a gente é meio maluco, né? É, não somos rhycos (Marina também casou pelo budismo, mas na Tailândia; na igreja católica e teve super festa), mas até que fizemos muita coisa! E o vestidinho rendado? É da Renner, minha gente, 150 reais. O mais barato de tudo. O sapatinho branco usado em São Paulo foi 60 reais (porque fiquei enrolando para achar um sapatinho mais “interessante”, mas acabei optando pelo simples e bom, mesmo).

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Ah, sim! O noivo usa Zara, paletó e gravatinha borboleta. As perucas e óculos do “John & Yoko” são da 25 de Março.

Retrospectiva do casamento: e casar no salão do condomínio do prédio, pode?

(by Yoko)

Pois então. Depois de decidida a data do civil, tínhamos que decidir onde fazer a pequena recepção para alguns familiares e amigos… e tinha que ser um lugar que dava pra ter karaokê! Eu pesquisei várias possibilidades pela internet, pensei até em fazer tipo um piquenique no parque, tem uns parques que dá pra você fazer churrasco lá…

Em Belém, a princípio, nós pensamos em fazer churrasco, e aqui em São Paulo um almoço – e não era pra ser uma super festança, ia ter mais carinha de mini wedding, e tem vários lugarzinhos que pareciam gostosos, com verde e arejados para um mini wedding, destaco o Casa Quintal, que oferece alguns espaços diferentes por São Paulo, dependendo do número de convidados. E a Ruella, que lindinho, ainda combinava com nosso (sub)tema de Paris…

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Porém, a grana não tava pra tudo isso não, né? Sem falar que para alguns lugares, é preciso já contratar outros serviços juntos e não só locar o espaço. Nós vimos também opções de restaurantes, porque seria um almoço após o civil. Um que adorei e ia encaixar direitinho com o que a gente queria foi o Angeline.

Nós chegamos a visitar o local e conversar com o responsável por esse tipo de eventos, e o moço foi super simpático, educado, nos atendeu direitinho. Eu recomendo! A gente poderia dispor as mesas como quiséssemos e eles já têm experiência de vários casamentos, sabem como tem que ser o serviço, ele estava aberto ao que propuséssemos, inclusive se quiséssemos fazer a cantoria do karaokê, e que trouxéssemos nosso próprio fotógrafo ou bolo.

Tinha espaço suficiente para os convidados (na época tínhamos contado 80 no máximo), e os preços eram justos. As opções de pratos e bebidas também pareciam muito adequadas, para agradar a maioria das pessoas. Eu já tinha visto fotinhos de casamentos no Angeline pela internet e tinha gostado bastante, seria a opção mais prática, embora o local ficasse um pouco longe do registro civil e de onde meus pais moram.

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Enfim, era perfeitinho. Mâs….. acabamos não fechando com eles porque meus pais preferiram fazer algo mais “familiar”, eles queriam oferecer o churrasquinho do jeito deles, e segundo a minha mãe, com o “carinho” deles dedicado. É que aqui em São Paulo, meus pais ficaram de pagar pela alimentação toda, então nós concordamos com o que eles acharam melhor.

Daí, tínhamos visitado o salão do condomínio do prédio de uma tia minha, que era bem espaçoso, um lugar gostoso, e pelo que estávamos pensando em fazer, o condomínio daria. O salão já contava com uma pequena cozinha, com geladeira, um espaço para churrasco, com freezer, tinha aproximadamente umas 12 mesas e 40 cadeiras ou espaços para sentar.

Na parte interna dava pra colocar o equipamento para videokê e no espaço externo dava para acomodar mais algumas mesas, então alugamos mais algumas, com cadeiras. Esse prédio também não ficava muito longe do registro civil e podíamos vir logo para arrumar algumas coisas no dia. Meus pais alugaram um outro carro maior, para trazerem coisas do almoço.

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Uma preocupação era a lista de convidados, porque era um espaço menor. Mas acabamos decidindo por fazer ali mesmo. Foi no final de abril de 2017 que fechamos a reserva do local, e depositamos o valor: 107 reais. Xenti, vocês já pesquisaram quanto sai alugar um salão, para qualquer evento? Pois é. Casar sem grana é fazer a recepção num salão do prédio mesmo, uai. hehehe Só não escolhemos o salão do prédio onde moramos porque era um espaço muito pequeno, e não podia fazer barulho (sem karaoke), e nem churrasco – ou seja, tivemos um pouquinho de sorte também que o salão do prédio da minha tia era tão bom.

A lista de convidados final ficou com 70 nomes (e só depois descobrimos que era pra ter no máximo 50!), mas não veio tudo isso de gente – esse número era contagem “por cima” mesmo. E veio quem tinha que vir, né. A gente entende quem teve contratempos, e a gente ficou feliz com quem estava presente nesse momento memorável de nossas vidas.

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O legal é que como foi personalizado, deu pra ter todo tipo de comida! hahaha Teve salgadinhos, churrasco, sushi e até tacacá (prato típico do Pará, repare as tigelinhas na foto acima), que a mãe do noivo fez e pra muita gente foi a primeira vez que experimentaram 🙂

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Os beijinhos também foram providenciados por uma amiga querida, e de sobremesa (fora o bolo) também tinha pudim, frutas, ou o “bolo podre” paraense…

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O brinde também, foi com copinhos e sakê espumante – mas claro que teve refri, suco e cerveja para o almoço.

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Ou seja, deu pra fazer várias coisas que num restaurante com menu fechado não daria, ou não seria tão divertido – e não tem gente que gosta de ir lá buscar espetinho direto da mão do churrasqueiro? Aliás, aproveito para agradecer o tio que assava frango e ajudou a gente no churrasco, entre outros ajudantes!

A única coisa que fiquei meio triste é que foi bem corrido pra arrumar as coisas, e quando os convidados já começaram a chegar nós ainda não estávamos prontos, meus pais acabaram se atrasando bastante e até arrumar tudo que tinha pra comer… vários imprevistos aconteceram naquela manhã, mas tudo bem, né? Como são amigos e familiares mais próximos, ninguém reclamou – e até ajudou! ehehee Acho que na verdade isso é que é festa boa? 😉

E o espaço, apesar de menor, rendeu até dancinha!

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Retrospectiva do casamento: o tema John & Yoko, e karaokê também pode no casamento?

(by Yoko)

A primeira vez em que nós decidimos nos vestir de John & Yoko foi por causa do… carnaval. É, eu nunca fui de sair pra folia, mas descobri que existe um bloco que chama “Sargento Pimenta” que toca músicas dos Beatles em ritmo de carnaval! Eu sempre gostei muito dos Beatles, e aproveitando a coincidência do nome do João e do fato de eu ser japonesinha, pensamos que ia ser muito legal nos fantasiarmos de John & Yoko ^^

Uma das fotos famosas do casal parecia ser a do casamento deles, em Gibraltar.

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Não era um look muito difícil de montar, e pra ajudar, ainda ia ter no mesmo dia do bloco um aniversário à fantasia! ehehe Então podíamos ir no aniversário também depois. Pena que não conseguimos ver o bloco naquele dia, porque tínhamos que ir pro aniversário e não queríamos chegar tão tarde… Mas vocês conseguem nos encontrar na fotinho abaixo?

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Daí, depois que veio a ideia de uma pequena recepção depois do registro civil, nós pensamos: queremos reunir o pessoal para compartilhar este momento feliz, então, que eles também se divirtam. E a ideia que tivemos foi de um karaokê, por que não? Nós nos vestiríamos de John & Yoko e cantaríamos todos juntos “All you need is love” que é uma canção que eu sempre gostei e embala tantos casamentos por aí, né…

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Achamos que o pessoal também ia ter outro entretenimento, e mesmo para falarmos um pouco de amor e agradecer aos convidados, e agradecer aos nossos pais, podíamos aproveitar o equipamento e o momento!

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Fora isso, meu pai também sabia que íamos alugar o videokê e deixou preparado uma surpresa, cantando uma música que é sempre cantada em celebrações tradicionalmente japonesas – “Kampai”, e ele até decorou em português!

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Foi muito legal ter o karaokê e não saiu tão caro porque eu e o noivo gostamos de cantar e aproveitamos muito, como eu contei. Para alugar depende da empresa e de quantas músicas ou o que você vai querer incluso (tela, TV, mesa de som), para o que a gente queria saiu 350 reais. Achamos que valeu a pena. Vem um técnico que instala pela manhã e depois busca à noite.

Aí pela internet quando se procura por “karaokê” e casamento geralmente aparece uns vídeos em que os noivos cantam alguma música famosa e fazem um clipe. Isso a gente não ia ter tempo de fazer… mas queríamos algo divertido e original, para o nosso dia especial, para nossos amigos e familiares, e acho que o toque do karaokê foi perfeito para o nosso caso! Combinou com o nosso tema e deu pra incluir sem ser um rombo no orçamento.

E você? Quem sabe alguém caia aqui neste blog e essa ideia ajude a dar inspiração para você também compartilhar alegria? Não chegou a ser ousado, mas foi algo único (não é todo casamento que tem) e totalmente realizável, proporcionando mais sorrisos para o dia.

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Retrospectiva do casamento: o bolo!

(by Yoko)

Nas últimas semanas teve uns dias que eu andei doentinha, e engraçado como eu tava vendo que no final de abril do ano passado eu também peguei gripe e estava “de molho”. Ainda não me recuperei completamente, mas gostaria de continuar postando.

Como a gente não tinha muita grana (na verdade, a gente tinha é muitos planos, então tinha que economizar em cada parte!), e inspirada por diversos exemplos que vi pela internet de casais sem grana, resolvemos pensar nos talentos e habilidades de amigos que poderiam nos ajudar nessa empreitada chamada casamento…

Uma amiga do templo que frequentamos sempre gostava de fazer bolos e levar pro pessoal do templo, e ela é muito gente boa, sempre alto astral. Então, decidimos conversar com ela. Por alguns motivos particulares, a gente não podia divulgar para todo mundo do templo sobre nossa relação, então chamamos ela para um café. Fomos no Coffee Lab, e depois esticamos para o Bullger, foi uma noite legal, e ela topou fazer o bolo! Viva!

Quer dizer, este seria o bolo da recepção em São Paulo, porque em Belém faríamos um almoço e a mãe do noivo já tinha dito que ela compraria o bolo e os docinhos. Nós até oferecemos pagar um valor de custo para essa amiga, mas ela disse que seria presente de casamento, yey!

Pesquisando na internet, vi vários bolos lindos que eram naked cake. E o noivo também não gosta de glacês e chantillys, então já tava decidido, essa era a escolha certa! Na verdade, eu queria a massa de chocolate e alguns morangos (a-do-ro morangos!), mas a boleira quis fazer misturado, uma parte de massa branca e outra de chocolate – infelizmente eu acabei nem conseguindo comer a de chocolate… hahaha

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Eu também vi várias opções de noivinhos, vi algumas bem gracinhas, em que colocavam dois pombinhos, ou bichinhos, origami, frases, alguns noivinhos personalizados conforme os hobbies ou a história de cada noivo… tem muita coisa por aí! Achamos legal ter algo que fosse a nossa cara, afinal o casamento todo seria assim, queríamos algo original. O noivo gosta de desenhar, pensamos em colocar uma plaquinha com nosso desenho e… nossos gatinhos! Vou escrever outro post só sobre os gatinhos ^^ E um amigo do noivo lá de Belém que manja das paradas de ilustração coloriu e deixou finalizado pra gente.

Como pedimos a impressão, usamos a mesma estratégia para o bolo lá do almoço em Belém! O bolo foi encomendado, mas sem noivinhos, e colocamos a plaquinha em cima. Pro pessoal de lá também, quisemos oferecer, na medida do possível, algo com a nossa cara.

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(a fotinho de Belém está escura, mas deixo aqui, dá pra ter uma ideia)

Taí, esse foi o nosso bolo de casamento em São Paulo. Se alguém por aí que me ler estiver planejando o próprio casamento, eu acho muito legal dar esse toque característico exclusivo e tem muitas ideias boas se for pesquisar. No nosso caso, nem foi algo que saiu caro, mas ficou exclusivo 😉

Podem ver que a roupa do noivo ficou igualzinha! Já a a noiva… bem, esta história do vestido também fica para um outro post!

Alianças – e a rua do Ouro existe mesmo?

(by Yoko)

Continuando a retrospectiva com os posts sobre o casamento, decidida a data ainda tínhamos muita coisa pra ver, mas fomos adiantando o que podíamos. As alianças era uma das coisas que a gente já podia pesquisar e escolher.

Nós vimos pela internet os sites da Vivara e outras, vimos as lojas da Casa das Alianças, as oficiais… e ficamos sabendo da tal Rua do Ouro. Pra quem está casando com um orçamento apertado, será que vale a pena?

A primeira vez que fomos lá no centro velho nessa tal rua nós fomos só pesquisar preços. Logo no início da rua tem um monte de carinhas que vem te abordar, cada um representando alguma loja, se for de casal, então, vix! Caem em cima mesmo. E tem prédios e cada prédio tem seus andares com lojas, e várias lojas vendendo alianças… Honestamente? É cansativo. Pelo menos pra mim, que não tenho muita paciência pra compras. Sou daquelas que fica pesquisando, pesquisando, e acaba não levando nada! hahaha

Todas as lojas são praticamente iguais: eles te mostram as opções de modelos, medem seu dedo pra calcular pelo peso (como eu tenho dedos pequenininhos igual de criança, as alianças iam sair mais baratas!). E dependendo do material, sai mais caro ou não. Ou seja, dá pra comprar alianças por 200 reais, se forem fininhas.

Claro, comparando com as lojas de shopping, sai bem mais em conta. Mas… também tem o perigo da procedência desse material, né? Se for barato demais, da onde vem isso, será que foi ouro roubado? A gente fica com um pé atrás. Mas as boas lojas dão garantia e tudo mais, falam até que a gente pode conferir o valor do ouro nos meios oficiais, enfim. A gravação geralmente eles oferecem de graça, e costumam saber o modelo que anda mais na moda entre as noivas…

Fora isso, fazem super rapidinho. A gente podia esperar e tava com tempo, mas se você precisar pra semana seguinte, tá na mão! Nós conversamos sobre um modelo que agradasse aos dois, eu sempre quis uma meio prateada, não queria um simples douradão. Esse prata que aprendi se chamar “ródio” então! Daí em abril do ano passado fechamos por lá mesmo, as nossas parceladas ficaram em torno de 1.200 reais – ei, melhor do que 5 mil.

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Registro civil

(by Yoko)

Logo depois que terminou a “maratona” do casamento no ano passado, eu só queria relaxar e nem queria mais pensar nisso. Precisava de um tempo – e agora que já passou um tempo, vou fazer por aqui uma série de posts de Retrospectiva do casamento 🙂

Lembro que no ano passado eu pesquisei muito pela internet sobre casamentos, e muitos me inspiraram. Então, por que não deixar registrado minha própria história – e quem sabe, não acabe inspirando alguém por aí afora?

Nós fizemos MUITA coisa, porque a  gente não tinha tanta grana e tínhamos toda uma logística pra pensar; teve algumas coisas que não deram certo e coisas que não conseguimos, mas até fiquei contente com nosso casório.

Então foi assim: dia 10 de fevereiro Leno oficialmente pediu minha mão e dali a um tempo decidimos não esperar até o final do ano. A primeira coisa que tínhamos que fazer era marcar a data do cartório, do registro civil. Pesquisamos, descobrimos o mais próximo de onde moramos (e é bem pertinho mesmo!), nos informamos sobre os documentos e procedimentos.

Leno teve que pedir pro pai dele providenciar o documento que ele precisava lá do Pará, e teve um certo custo… o meu já deu pra pedir pela internet mesmo, chegou pelo correio, do interior de São Paulo. No dia 29 de março, juntamos as mamães como testemunhas (e a mãe do Leno veio do Pará), pagamos os 200 reais e marcamos a data: seria 03 de junho!

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No dia 03, meu irmão me levou de carro e o dia estava ensolarado. Como eu estava vestida bonitinha, “à caráter”, as pessoas passavam, sorriam, algumas crianças olhando grande, “parabéns”. E o irmão, a prima de Curitiba e os pais do Leno também foram testemunhas. O juiz foi muito fofo, e disse algumas palavras bonitas (e a gente também teve que falar algo :3 por essa não esperava!). Tudo certinho, tudo paz e amor.

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Na verdade, a princípio, eu tinha pensado que nós podíamos apenas fazer o civil e depois almoçar só os pais e irmãos. Algo bem simples, mesmo.

Mas… acabamos decidindo que dividiríamos o evento “casamento” das nossas vidas em três partes. Consideramos vários fatores. Primeiro, eu nunca tive um super sonho de casamento, de entrar na igreja vestida de branco e aquele salãozão… Fora isso, Leno tem amigos e parentes no Pará, onde ele morou a maior parte da vida; não seria justo pedir que o povo daqui fosse pra lá ou o povo de lá viesse pra São Paulo, para nossa recepção. Além disso, nós dois somos budistas, e só nos conhecemos nesta vida porque praticamos este Ensinamento budista.

Porém, meus pais queriam muito oferecer um almoço para alguns parentes, mesmo que não fosse um festança clássica – até porque a gente não ia ter como arcar com isso financeiramente. Daí, ficou decidido que no dia 03 de junho, após o registro civil, faríamos um almoço aqui em São Paulo, com parentes e amigos meus principalmente, e alguns do Leno que moram por aqui.

Depois, iríamos fazer a cerimônia budista e depois receber uma bênção apenas da católica e fazer um almoço lá, no Pará.

É, esta novelinha só está começando…

–To be continued…Tsutzuku…

Ici Brasserie

(by Yoko)

Na última semana nós fomos experimentar mais um lugar novo em São Paulo, um jantar para celebrar mais um ano de casados, e daí pensamos em compartilhar por aqui sobre as comidinhas – adoramos experimentar coisas novas, inclusive não deixamos de provar o porquinho da índia assado quando estávamos lá em Cusco, no Peru!

Bem, vamos falar então do nosso jantar de terça-feira, que foi no Ici Brasserie. Até que é um restaurante bem conhecido, mas foi nossa primeira visita e, apesar de estar rolando o Restaurant Week, nós queríamos celebrar com comidinha francesa!

Além disso, Leno queria experimentar já faz tempo as tais “rãs” (desde que a Paola do Master Chefe Brasil falou essa palavra de modo engraçado, no ano passado!). Então, optamos pelo Ici Brasserie.

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Esta é a unidade da Rua Bela Cintra, o ambiente é despojado, e a decoração conta com exibição aberta das várias bebidas disponíveis e uns latões vermelhos com inscrições dos tipos de cerveja que servem na casa. Bem tranquilo, casual, dá pra ir num date, ou com família e amigos.

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O menu não é tão extenso (o que acho ótimo, porque eu sou MUITO indecisa), mas oferece uma boa variedade, incluindo itens clássicos e opções exclusivas da casa. Tem inclusive a opção de almoço – e na França é comum os restaurantes oferecerem o menu de almoço com preços mais acessíveis também.

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No menu de bebidas, notei que tem algumas opções diferentes de chope. Para beber, eu não pedi a Pink Lemonade como de costume, porque a deles é feita com cranberry (e eu gosto dos outros berries). Sempre gostei de Mojitos, mas ando fraquinha pra álcool, então eles têm uma opção bem boa pra mim: Virgin Mojito. Leno pegou uma breja de Cupuaçu, que tem mesmo o aroma da fruta e um azedinho diferenciado, mas pasmem: não é feita no Pará, é de fabricação original de Curitiba!

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As opções de petisco pareciam todas muito boas, então decidimos experimentar um pouquinho de cada que veio na tábua que chamam de “pout pourri”: carolinas salgadas com queijo gruyere (delícia!), pasteis de queijo raclete, torradinhas com steak tartare, bolinhos de carne de porco desfiada.

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E o João queria era mesmo experimentar a rã! Não é em qualquer casa hoje em dia onde oferecem as coxinhas de rã. Aqui no Ici elas vem fritas com um molhinho de tomate, e não é que ficou bom? Eu já tinha experimentado à provençal, mas deste modo ficaram bem gostosas de apreciar com uma brejinha.

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Já eu queria experimentar um Steak Tartare, que nunca tinha provado ainda. E o do Ici eu provei e aprovei! Bem temperadinho, vem acompanhado de fritas cortadas fininhas em palito, e algumas torradinhas crocantes.

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Nós já estávamos bem satisfeitos com nossa experiência gastronômica da noite, mas… por que não aproveitar e experimentar o burguer da casa, já que a gente adora um hambúrguer?

Eles só tem duas opções simples (e suficientes), nós pegamos a opção com molho apimentado. A carne pedimos ao ponto (que pra eles é mais vermelho que o normal) e não é um lanche grande ou pesado. Mas a carne e o queijo estavam bem servidos, um lanche correto.

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Na minha opinião, o Ici Brasserie é um lugar que vale a pena conhecer, experimentar um pouquinho dos pratos franceses ou só para bebericar e papear acompanhado dos ótimos petiscos. Tudo estava bem apresentado e saboroso, e fomos bem atendidos também.

(By Leno)

Olá a todos! Este é o nosso blog como casal mas esta é a primeira vez que estou me pronunciando. Já era pra termos feito isso faz muito tempo…mas por falar em tempo, não temos muito: Muito trabalho e o tempo que resta passamos mais descansando.
Eu sou bastante chato no quesito comida..adoro comer, é um dos grandes prazeres da vida e aqui além de avaliar a comida irei avaliar outras coisas.
Mas chega de falar de mim e vamos a minha avaliação do Ici Brasserie!
As avaliações terão notas de 1-5 e elas serão baseadas em:

Comida;
Ambiente;
Atendimento;
Grana;

Lembrando a todos que essa aqui é a MINHA opinião, e muitas variáveis podem ser levadas em conta. Por exemplo, justamente naquele dia aquela comida que eu pedi não estava boa..minha nota vai ser baseada naquele dia..se você for e tiver uma opinião contrária, tudo bem. Compartilhe. =3

Comida: 5
Logo de cara uma nota tão alta, mas a comida estava fantástica e não teria como não ser esta nota. Meu objetivo era comer a tal rã, eu tenho um gosto bem peculiar, gosto de comer coisas diferentes e sempre tive essa vontade de comer este anfíbio. Mas como muitas coisas que criamos grandes expectativas, podemos ficar um pouco decepcionados. Eu gostaria de chegar e dizer para todos vocês que a rã tem um gosto único, mas na verdade o gosto dela é como se fosse de frango! Se eu não visse aquelas patinhas fritas na minha frente antes de comer eu juraria que tinham me enganado e trazido frango frito! Mas tirando o gosto decepcionante da dona rã, o tempero estava bem suave, o molho de tomate que veio acompanhando junto com um molho verde(pesto talvez?) estavam maravilhosos. Se você quiser provar a rã, vá por sua conta e risco, mas lembre-se: um frango lhe espera!
Além da rã pedimos vários petiscos, vieram 4 diferentes em pares (perfeito para dividir com a mulher, ou seu date, ou seu amigo ou seu..não sei..se for duas pessoas ok!). As carolinas salgadas com queijo gruyere eram muito boas, confesso que quando vi carolinas salgadas, achei que não seriam boas, mas se você é fã de queijo, prove essa carolina. Não só o queijo era bom, mas a massa estava no ponto ideal. Os pasteis de queijo raclete dos 4 ficam em último lugar, não são ruins, mas são ofuscados em relação ao sabor dos outros petiscos. As torradinhas com steak tartare! Como o steak tartare é muito bom, muito bem temperado, não tinha como a torradinha ser ruim. E guardei o melhor para o final: o bolinho de carne de porco desfiada! Esse rapazinho me deixou encantado, quanto sabor, crocância, a fritura não era algo carregado no óleo, era super sequinho e o sabor sem igual.
O Steak Tartare vem acompanhado com umas torradinhas e em cima dele um ovo de codorna sendo equilibrado por uma haste de papel. Muito bem montado o prato. Ele tem duas opções, pequeno e grande. Já comentei do tempero quando falei das torradinhas, se você for ao Ici, peça o steak tartare!
Estávamos super satisfeitos, mas a gula foi maior, e pedimos o hambúrguer deles também, ao ponto com maionese picante. Eu gosto de pimenta, então para mim não estava nada picante (coma sem medo!). A carne veio em um ponto bom, o tempero estava ok, mas o pão não conseguia segurar a carne que foi se desfazendo e sujando o prato com sangue e maionese. Eu não sou fã de picles, mas esse veio com um gosto muito bom. Uma coisa eu não gostei: um gosto de queimado no hambúrguer. Não consegui definir se vinha da carne ou do pão.

Ambiente: 3
O ambiente é aconchegante, limpinho, mas é um galpão decorado. Se você não se sentar no sofá acho que a experiência não vai ser tão aconchegante assim. Eu vi um casal que estava em uma mesa pequena e não dava nem para colocar a comida e a bebida juntas, foi uma grande luta para achar um espaço.

Atendimento: 4
O atendimento foi bom, o garçom foi atencioso e comunicativo. Perguntou se tínhamos dúvida sobre os pratos e se poderia ajudar a decidir. Quando eu pedi a minha cerveja falou muito bem dela e depois veio me perguntar se eu havia gostado. Não só ele, mas uma mulher que talvez fosse a gerente também veio me perguntar sobre a cerveja (Acho que não é todo mundo que escolhe tomar uma cerveja de cupuaçu).

Grana: 3
Como muitas coisas em São Paulo, sair para jantar não é brincadeira. O Ici não é um lugar barato, se você for uma vez para um encontro especial eu super recomendo. Como a Yoko tirou a foto do cardápio, você pode ter uma noção de quanto vai gastar.

Continuamos João e Yoko!

Para João e Yoko

Em 2017, depois do casamento, acabamos largando isto aqui, mas quem sabe com o início deste novo ano, possamos nos reciclar e continuar com o blog?

Nós estamos agora morando no bairro da Liberdade, em São Paulo, e podemos compartilhar alguns lugares gostosos que conhecemos juntos, algum momento singelo de casal, em meio a esta vida louca e corrida da cidade grande.

Sempre advocando paz e amor, é claro 😉